segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

História do PT - Debate Cedem/Unesp

História do PT
Debate Cedem/Unesp
            História do PT (1978-2010), Ateliê Editorial: Cotia, SP – 2011, livro de Lincoln Secco, será o centro do debate no próximo dia 07 de março, quarta-feira às 18h30, promovido pelo CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.
            Até hoje não existia uma história do PT abrangente, sintética e com a experiência do poder. Nem mesmo oficial feita pelo próprio partido. É uma tarefa difícil para um historiador se manter equidistante das correntes internas do PT e do próprio ambiente político em que o partido agiu. Lincoln Secco, sem negar a vinculação que ele (e boa parte de sua geração) teve com o PT, sem exaltá-lo ou atacá-lo gratuitamente, supera os inúmeros estudos de caso e teses acadêmicas sobre o período de formação do partido e oferece uma visão de conjunto da trajetória petista. Em vez de escrever um livro acadêmico ele preferiu uma história ensaística voltada aos que "trabalham" com o PT: jornalistas, cientistas políticos, pesquisadores estrangeiros e militantes políticos.
            A obra visa também os jovens. Por isso, traz um mapa das tendências petistas ao longo de
sua história, glossário do jargão interno e cronologia. A obra acompanha a trajetória petista desde a greve da Scânia em 1978 até a vitória de Dilma Rousseff. Mostra como o PT passou de um ator social radical a um integrante da ordem política estabelecida, cresceu eleitoralmente, perdeu seu ímpeto militante e se tornou uma máquina de governo, atravessando escândalos de corrupção, perseguições de seus adversários e chegando a uma surpreendente hegemonia política no Brasil.   
             
Expositor
Lincoln Secco
Graduação em História – USP
 Mestrado e Doutorado em História Econômica – USP
Livre Docente em História - USP
Debatedores
 Marcos Del Roio
Graduação em História - USP, Mestre em Ciência Política - UNICAMP
Doutor em Ciência Política – USP, Pós-doutorado em Estudos Internacionais - Universidade de Milão  
Professor da UNESP – Campus de Marília
 José Rodrigues Máo Junior
Graduação em História – USP
Mestrado e Doutorado em História Econômica - USP
Professor do Inst.Fed. de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - IFSP –  Cubatão
Mediadora
Marisa Midori Deaecto
Graduação em História – USP
Mestrado e Doutorado em História Econômica – USP
Professora da ECA - USP

PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!

Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail: ssantos@cedem.unesp.br
Data e horário:  7 de março de 2012 (quarta-feira) às 18h30
Local: CEDEM/UNESP - Centro de Documentação e Memória
Praça da Sé, 108 - 1º andar, esquina c/ Rua Benjamin Constant (metrô Sé)
(11) 3105 - 9903 - www.cedem.unesp.br

 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Prefeito petista, Vadinho Baião, relata parceria com indústria para entregar apartamentos com móveis, geladeira e fogão

 
Modo Petista: Em Ubá (MG), Programa Minha Casa Minha Vida ganha reforço com apartamentos mobiliados
        Casa nova e mobiliada. Os mineiros de Ubá (MG) beneficiados pelo programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, têm a chance de receber a casa nova já mobiliada. “Nós estamos entregando os primeiros 240 apartamentos da Minha Casa Minha Vida. Graças à parceria com a indústria de móveis, desse total, 100 serão entregues mobiliados”, explicou o prefeito Vadinho Baião, que desde 2009 está à frente da cidade que detém um dos maiores pólos de produção de móveis do país.
        De acordo com o prefeito da cidade que abriga cerca de 300 fabricantes de móveis, a parceria é uma maneira de fortalecer o setor: “queremos mostrar a importância deste segmento produtivo, que é a indústria moveleira, na formação de empregos”, afirma.
Outro ponto da ação é o conforto. “Vamos mostrar a diferença que vai fazer na vida das pessoas receberem o apartamento pronto e com todas as mobílias, inclusive com geladeira e fogão”, relatou Baião, que participou do Encontro Nacional de Prefeitos (as) e Deputados (as) Estaduais do PT, realizado no último dia dez de fevereiro.
(Jamila Gontijo – Portal do PT)

PT em Ação



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Na primeira visita oficial a Cuba, a presidenta defendeu hoje (31) uma parceria “estratégica e duradoura” para acelerar o desenvolvimento cubano.

Dilma defende parceria estratégica e duradoura entre Brasil e Cuba
Dilma Rousseff reúne com o presidente cubano Raúl Castro (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
Em entrevista coletiva após visita ao Memorial de José Martí, na Praça da Revolução, a presidenta citou os investimentos brasileiros no Porto de Mariel e o financiamento da produção por meio do programa Mais Alimentos.
“A grande ajuda que o Brasil vai dar a Cuba é contribuir para que esse processo, que é um processo que eu não considero que leve a grande coisa, leva mais à pobreza e a problemas sério para as populações que sofrem a questão do bloqueio, a questão do embargo, a questão do impedimento do comércio. Eu acredito que o grande compromisso, a grande contribuição que nós podemos dar aqui em Cuba é ajudar a desenvolver todo o processo econômico”, disse a presidenta.
Além da cooperação econômica, a presidenta Dilma falou ainda sobre direitos humanos, tema que, segundo ela, deve ser discutido dentro de uma “perspectiva multilateral”.
“Não é possível fazer da política de direitos humanos só uma arma de combate político-ideológico. O mundo precisa se convencer de que é algo que todos os países do mundo tem de se responsabilizar, inclusive o nosso. Quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro. Nós, no Brasil, temos os nossos. Então, eu concordo em falar de direitos humanos dentro de uma perspectiva multilateral. Acho que esse é um compromisso de todos os povos civilizados. Há, necessariamente, muitos aspectos a serem considerados. De fato, é algo que nós temos de melhorar no mundo, de uma maneira geral. Nós não podemos achar que direitos humanos é uma pedra que você joga só de um lado para o outro. Ela serve para nós também.”

Diretório Nacional realiza ato no dia 10 de fevereiro, em Brasília, com a presença de lideranças políticas, sindicais e dos movimentos sociais.

O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores realiza no dia 10 de fevereiro, em Brasília, ato comemorativo dos seus 32 anos de fundação. A festividade ocorrerá durante o encerramento do Encontro Nacional de Prefeitos/as e Deputados/as Estaduais do PT. O evento, que será realizado no Centro de Eventos Brasil 21 (Plano Piloto), contará com a participação de dirigentes, militantes, ministros, parlamentares, prefeitos, lideranças sindicais e populares, além de representantes dos movimentos sociais e de partidos aliados.
Veja aqui o convite oficial
Convite Oficial
Na comemoração do 32º aniversário de fundação, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, reafirma a posição do PT na defesa intransigente do povo brasileiro.
“Nestes 32 anos, o PT ajudou o Brasil a passar por grandes transformações, desde a luta pelo fim da ditadura, passando pelas Diretas Já, e contribuindo para a organização dos trabalhadores através da criação e construção da CUT. Depois, com a eleição de Lula e de Dilma, que fizeram com que o Brasil entrasse em um novo ciclo de transformação social e econômica. Podemos destacar os programas sociais que tiraram milhões de famílias da miséria, a geração de emprego e renda e a nova política para o salário mínimo, entre tantos avanços que ajudam o Brasil a ser hoje reconhecido e respeitado no cenário internacional”.
Rui Falcão também conclama os petistas a comemorarem a data com mobilização e alegria. “Por tudo isso, é importante celebrar essa história de 32 anos de lutas. Conclamamos toda a militância a realizar atos pelo país inteiro e os nossos parlamentares a usarem as tribunas para fazerem pronunciamentos em homenagem ao Partido, mobilizando assim a sociedade brasileira para que esse processo de transformação tenha continuidade na vida social e política do nosso País”, enfatiza o presidente do PT.
Durante as comemorações dos 32 anos de história, o PT também irá comemorar o Centenário de Apolônio de Carvalho, ativista histórico que assinou a primeira ficha de filiação ao Partido em 1980.
(Matéria atualizada às 17 horas de 24/01/2012)

Uma história contra o racismo, preconceito e xenofobia

O negro e a loira no refeitório: Uma verídica história contra racismo e xenofobia



 
contra racismo
Estamos num refeitório estudiantil, de uma universidade alemã. Uma aluna loirinha e indiscutivelmente germânica retira seu bandejão com o prato do dia e vai se sentar em uma mesa. Então, descobre que esqueceu de pegar os talheres, e volta para buscá-los. Ao regressar, descobre com surpresa que um rapaz negro – a julgar por seu aspecto, vindo provavelmente de algum lugar bem ao sul do Saara – tinha se sentado no seu lugar, e estava comendo da sua bandeja.

No começo, a garota se sente desconcertada e agredida, mas logo corrige seu pensamento inicial e supõe que o africano não está acostumado ao sentido de propriedade privada e de intimidade do europeu, ou quem sabem não tenha dinheiro suficiente para comprar sua própria comida, apesar de a bandeja universitária ser até barata, considerando o elevado custo de vida do seu rico país.

A garota, portanto, decide se sentar em frente ao sujeito, sorrindo amistosamente, o que o rapaz negro responde com outro sorriso pacífico. Em seguida, a alemã começa a comer da comida que está na bandeja em frente aos dois, tentando demonstrar a maior naturalidade possível, compartilhando aquela refeição com o colega com saborosa generosidade e cortesia. Assim, ele vai comendo a salada, enquanto ela aproveita a sopa, ambos beliscam igualitariamente o mesmo refogado, até limpar o prato, até que ele escolhe o iogurte de sobremesa, enquanto ela prefere a fruta. Tudo isso acompanhado de diversas expressões educadas, tímidas por parte do rapaz, suavemente condescendente e compreensivas por parte dela.

Terminado o almoço, a aluna alemã se levanta para ir buscar um café. E então descobre, na mesa que estava logo atrás dela, sua própria jaqueta colocada sobre o braço de uma cadeira, e em frente a esta, uma bandeja de comida intacta.
 
 
Dedico esta história deliciosa, que além do mais é verídica, a todos aqueles espanhóis (nota do tradutor: e se poderia extender também aos brasileiros) que no fundo nutrem um enorme receio pelos imigrantes e os consideram indivíduos inferiores. A todas essas pessoas que, ainda que bem intencionadas, observam o mundo com condescendência epaternalismo. Será melhor se nos livramos dos prejuízos, ou corremos o risco de fazer o mesmo ridículo que a pobre alemã, que pensava ser o cúmulo da civilização, enquanto o africano, ele sim imensamente educado, a deixou comer de sua bandeja, talvez pensando: "acho que esses europeus estão mesmo malucos".